Morena, quero te ver sorrir
Morena, eu só quero o teu bem
Por isso é que eu não vou dormir
Pra velar o teu sono
E os sonhos que ele tem
Morena, eu só faço chorar
Nas noites frias que tu não vens
Cuidado pra não judiar
Dum pobre coração
Que não tem mais ninguém
Morena, eu só faço te amar
Meus olhos foram feitos pra ti
Desse amor não vou me descuidar
Se um dia eu partir,
Deixo meus olhos aqui
segunda-feira, 29 de maio de 2017
terça-feira, 16 de maio de 2017
I never cry (Agostinho Fortes)
Às vezes perco um amigo
Outras é alguém que se vai
Às vezes corro perigo
Algum amor que me trai
Num quarto de hotel
Nada me distrai
And you know
I never cry, I never cry
Às vezes é alguém chegando
No Jobi com amigos bebendo
Outras é só o sol raiando
E o Maraca inteiro tremendo
Eu em Nova York
É tanta chuva que cai
And you know
I never cry, I never cry
Às vezes sinto saudade
Às vezes falo sozinho
Às vezes mudo de cidade
Até já gostei de carinho
Manda um beijo
Pra mãe e pro pai
And you know
I never cry, I never cry
Outras é alguém que se vai
Às vezes corro perigo
Algum amor que me trai
Num quarto de hotel
Nada me distrai
And you know
I never cry, I never cry
Às vezes é alguém chegando
No Jobi com amigos bebendo
Outras é só o sol raiando
E o Maraca inteiro tremendo
Eu em Nova York
É tanta chuva que cai
And you know
I never cry, I never cry
Às vezes sinto saudade
Às vezes falo sozinho
Às vezes mudo de cidade
Até já gostei de carinho
Manda um beijo
Pra mãe e pro pai
And you know
I never cry, I never cry
Vou dormir um pouco, rivotril com vinho
Hoje vou tocar num cabaré
Misturar trabalho com carinho
Ou levar um pontapé
Diz pra mãe e pro pai
Que minha força nâo se esvai
Cause you know, maninha
I never cry, I never cry
quinta-feira, 11 de maio de 2017
Meu verão (Agostinho Fortes)
Cheirosa, das ervas
Ela me acaba com seu jeito de querer sempre mais
Passeia nas trevas
E diz que lá é o lugar onde ela encontra a paz
Me beija, me olha
Com olhos sombrios
De afundar navios
Estraga meu coração
Vai congelar meu verão
Me amar só por mais essa estação
Encurta meus dias
Ri pra fulano, ama sicrano e quer comigo dançar
Suas coxas, enguias
Enlaçam a minha cabeça a fim de decapitar
Me beija, me olha
Com olhos vazios
De dar calafrios
Arranca meu coração
Vai atrasar meu verão
Quer amar enquanto espera o avião
A deusa, a grega
Diz que me quer e às vezes some entre ruínas e mar
Na noite mais negra
Ela derruba catedrais e traz na mão o luar
Me beija, me olha
Com olhos bandidos
Vermelhos e ardidos
Leva o meu coração
Esconjurou meu verão
Vai amar mais de cem nessa estação
Pôs fogo em Roma
No Coliseu amou com os brutos e não deu seu perdão
Gelada, em coma
Depois que ama, ela mata e morre sem compaixão
Acorda, me olha
Já é de manhã
É Amsterdã
Devolve meu coração
Já vem chegando um verão
Vou partir, foi uma satisfação
Ela me acaba com seu jeito de querer sempre mais
Passeia nas trevas
E diz que lá é o lugar onde ela encontra a paz
Me beija, me olha
Com olhos sombrios
De afundar navios
Estraga meu coração
Vai congelar meu verão
Me amar só por mais essa estação
Encurta meus dias
Ri pra fulano, ama sicrano e quer comigo dançar
Suas coxas, enguias
Enlaçam a minha cabeça a fim de decapitar
Me beija, me olha
Com olhos vazios
De dar calafrios
Arranca meu coração
Vai atrasar meu verão
Quer amar enquanto espera o avião
A deusa, a grega
Diz que me quer e às vezes some entre ruínas e mar
Na noite mais negra
Ela derruba catedrais e traz na mão o luar
Me beija, me olha
Com olhos bandidos
Vermelhos e ardidos
Leva o meu coração
Esconjurou meu verão
Vai amar mais de cem nessa estação
Pôs fogo em Roma
No Coliseu amou com os brutos e não deu seu perdão
Gelada, em coma
Depois que ama, ela mata e morre sem compaixão
Acorda, me olha
Já é de manhã
É Amsterdã
Devolve meu coração
Já vem chegando um verão
Vou partir, foi uma satisfação
quarta-feira, 12 de abril de 2017
Alguma dança (Agostinho Fortes)
Ela e sua novena
Ela e seu temor
Ela e sua pequena, ninando
Com tanta vida aí
Com tanta gente aí
Ela só fica imaginando
Ela e seu domingo
Ela e sua missa
Ela e o seu sorriso tão lindo
Mãe viúva e só
No seu peito um nó
E ainda está sorrindo
Ela e sua andança
Ela e seu pudor
Ela e sua esperança surgindo
Com tanto moço aí
Disposto a iludir
Ela está resistindo
Ela e seu fervor
Ela e seu corpo
Ela na sua cama inquieta
Com tanto céu aí
Com tanta lua aí
Deixa a janela aberta
Ela sem lembrança
Ela e seu vestido
Alguma esperança
Seu olhar extrovertido
Hoje está pedindo
Alguma dança
Ela e seu temor
Ela e sua pequena, ninando
Com tanta vida aí
Com tanta gente aí
Ela só fica imaginando
Ela e seu domingo
Ela e sua missa
Ela e o seu sorriso tão lindo
Mãe viúva e só
No seu peito um nó
E ainda está sorrindo
Ela e sua andança
Ela e seu pudor
Ela e sua esperança surgindo
Com tanto moço aí
Disposto a iludir
Ela está resistindo
Ela e seu fervor
Ela e seu corpo
Ela na sua cama inquieta
Com tanto céu aí
Com tanta lua aí
Deixa a janela aberta
Ela sem lembrança
Ela e seu vestido
Alguma esperança
Seu olhar extrovertido
Hoje está pedindo
Alguma dança
domingo, 2 de abril de 2017
Mais vale um violão (Agostinho Fortes)
Não sei por que
Você vem falar sério agora
No auge da festa
No meio do salão
Não sei para que
Tantas perguntas agora
A dor não presta
Mais vale um violão
Já não importa
O que aconteceu
Hoje o sangue é seu
Na minha aorta
Pra que tanta tristeza?
Pode entrar sem bater
Ponha a beleza na mesa
E feche a porta
Você vem falar sério agora
No auge da festa
No meio do salão
Não sei para que
Tantas perguntas agora
A dor não presta
Mais vale um violão
Já não importa
O que aconteceu
Hoje o sangue é seu
Na minha aorta
Pra que tanta tristeza?
Pode entrar sem bater
Ponha a beleza na mesa
E feche a porta
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